Quando comecei a fazer Biodanza em abril de 2007, pretendia encontrar um grupo que me fizesse sentir viva novamente.
Estava sem muitos objetivos, com pouca criatividade, me faltava vitalidade para exercer minha afetividade
Para ilustrar como me sentia só o poema da Mário Quintana;
Da vez primeira...
Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
Hoje, dos meus cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela amarelada...
Como único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca,
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
Hoje, dos meus cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela amarelada...
Como único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca,
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Descobri nas linhas de vivência dessa técnica de "bem viver" muito mais do que isto:
Descobri amorosidade, companheirismo, reencontrei minha essência e reconectei-me com a transcendência.
Considero importante partilhar as experiências vividas, e principalmente as músicas que fizeram parte desta trajetória em busca de minha resignificação interior. .

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